“Talvez o mais sério problema de estudar a consciência, é que se insiste que, ao contrário de todos os outros fenómenos onde o propósito da ciência é substituir a aparência por uma realidade mais objectiva (demonstrável) no caso da consciência, a aparência é a realidade e por esse facto, não se pode aceitar o reducionismo como forma de explicação. Em quase todas as outras questões científicas, um fenómeno só é explicado se for reduzido aos seus elementos constituintes e à interação entre as suas partes. Por exemplo, o fenómeno da vida, ficou consensualmente explicado quando foi definido como um conjunto de reações metabólicas reguladas pelo DNA.Mas no caso da consciência, dizer que esta é constituída por disparos neuronais padronizados parece então não agradar a grande parte da comunidade científica e filosófica.Parece que a principal razão é que os disparos neuronais padronizados não se parecem nada com a consciência. Mas as cadeias de DNA também não se parecem nada com os organismos vivos e não advêm daí grande polémica. Substituiu foi velhas conceções fenomenológicas. Senão ainda estávamos presos ao vitalismo ou outra crença qualquer baseada na aparência.E porque os disparos neuronais padronizados se deveriam parecer com a consciência? Porque o DNA se haveria de parecer com os organismos vivos?Dizem os críticos que assim a explicação da consciência deixa sempre algo de fora. E porque não haveria de deixar? Afinal um processo é tão mais informativo quantas probabilidades descartar, ou seja, quanta informação redundante descartar. O DNA também descarta a informação sobre os seus processos atómicos. Porque a consciência não deveria descartar a informação sobre os seus processos neuronais?”

Cérebro e Consciência: Consensos Fisicalistas do Prof. Dr. Luís Roque

11,00 € Preço normal
5,50 €Preço promocional

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS: Edições Hórus e os respectivos autores 2015-2020

 

©®Edições Hórus™